Dubai
Semana passada fez exatamente 1 ano desde que pisei pela primeira vez no mundo árabe. Para celebrar, lá fui eu novamente. Destino: Dubai.
Dubai é um Emirado, que em conjunto com outros seis Emirados (Abu Dhabi, Ajman, Fujairah, Ras al-Khaimah, Sharjah e Umm al-Quwain) formam os “Emirados Árabes Unidos”. Uns 40 anos atrás o lugar era ocupado por beduínos que viviam em casas de palhas e viviam do comércio de pérolas. Isso até eles descobrirem que estavam sentados em cima de uma bolha de petróleo. Eita!
Dubai é impressionante. Com muito dinheiro, os Sheikhs resolveram criar uma cidade em um lugar naturalmente inabitável (assim como Brasília), com “cooling stations“, pista de esqui e muito, muito ar-condicionado.
Durante a minha passagem por lá, escrevi em minha filofax algumas de minhas impressões:
- A primeira coisa que se percebe em Dubai é, indubitavelmente, o calor. Chegamos lá por volta de 07h da manhã, a temperatura era de 40°C, e a umidade era assustadora. Praticamente uma sauna (a vapor) “ao vivo”;
- Essas partículas de vapor de água ficam suspensas no ar. É uma neblina constante, a visibilidade é péssima. Quando se sai do ar-condicionado para o “ar livre”, as lentes dos óculos e câmera automaticamente condensam;
- A maioria dos carros lá são de grande porte, 4×4. Vi Pajeros, Cayennes e Hummers em abundância;
- Com aproximadamente 80% da população formada por expatriados, é difícil perceber que Dubai é um lugar mulçumano. Com baladas badaladas, prédios modernos, inúmeros restaurantes ocidentais, praias, etc, os não-mulçumanos são incapazes de sentir um choque cultural imediato.
- Dubai é uma mini-Londres quando o assunto é redes de lojas e produtos. Lá a farmácia é Boots, os produtos no supermercado são Waitrose e é possível saborear um tradicional “english breakfast” em qualquer lugar (porém o english breakfast é Kosher/Halal com bacon bovino e linguiça de peito de peru);
- Dubai não tem rede de transporte público. Até agosto desse ano, quando o metrô será inaugurado: são 70km de linhas atualmente em construção e mais 96km em projeto;
- Assim como a infra-estrutura de transporte está sendo construída, todo o resto da cidade também está: a cidade é um grande canteiro de obras;
- O estilo de vida “dubaiano” lembra-me muito o estilo de vida paulistano (dependência de carro, shopping centers, apartamentos espaçosos), porém deve-se levar em consideração que a violência lá é zero. Se for pego roubando, Vossa Alteza o Sheikh manda cortar a mãozinha.
- Como todas as construções são relativamente novas, Dubai tem um ar artificial, lembrando um grande parque temático;
- Apesar dos Sheikhs possuirem bastante dinheiro, não podemos afirmar que eles possuem bastante bom gosto. A influência da arquitetura ocidental em muitos prédios é visível, porém é impossível deixar de observar prédios com tantas referências arquitetônicas diferentes (tipo greco-árabe-barroca-ocidental) que fazem doer os olhos. Isso sem falar no estilo de decoração árabe, que beira o kitsch.




