Rio de Janeiro
Cidade maravilhosa, és minha
O poente na espinha das tuas montanhas
Quase arromba a retina de quem vê
Chico Buarque não estava mentindo quando gravou a música “Carioca”, faixa introdutória do disco As Cidades. Como boa paulistana, sempre tive muito preconceito em relação ao Rio de Janeiro e seus habitantes. Assim como não gosto dos argentinos quando o assunto é futebol (quem gosta?). Brincadeiras à parte, há uma razão um tanto óbvia para a rixa entre paulistas e cariocas: o Rio é simplesmente lindo. De morrer. Não que São Paulo também não seja, mas digamos que a beleza paulistana é “menos facilmente visível”.
Não há nada melhor do que ser turista na Cidade Maravilhosa. Sol, praia, aquelas pessoas todas correndo pelo calçadão, passeando com bebês e andando de bicicleta… A atmosfera por lá é outra; e com uma infra-estrutura de dar inveja a qualquer país de primeiro-mundo, o Rio dá um show para os turistas, tanto brasileiros quanto estrangeiros.
Do Bondinho ao Corcovado, passando por Copacabana e Confeitaria Colombo, fiz todos os passeios turísticos aos quais eu tenho direito.
Com um ingresso de R$35,00 por pessoa, o bondinho até o topo do Pão de Açúcar vale cada centavo. Pode parecer um pouco caro para um país onde o salário mínimo é R$415,00, mas a verdade é que esse é o preço que se paga para acessar a qualquer atração turística pelo mundo afora. Tudo muito limpo e organizado, dos vendedores de cartão “Zona Azul” (que no Rio chama-se “Rotativo”) às lojinhas de souvenir e jóias nas atrações.
No Pão de Açúcar, a vista é de tirar o fôlego (e o bondinho é de tirar o fôlego também… mas de medo!! Ele sacode, é todo de vidro, você olha pra baixo… ui…), mas é no alto do Corcovado, aos pés do Cristo Redentor, que entendemos o significado das palavras “Cidade Maravilhosa”. Não há fotos ou vídeos que transmitam aquela paisagem do jeito que ela realmente é. E só quem já foi lá em cima entende o que eu estou falando.
Escrever sobre o Rio me emociona. Lá foi o berço do que temos de melhor no Brasil: a nossa música*. De Tom Jobim a Chico Buarque, todos os meus músicos preferidos vieram, ou passaram por lá. Também, é difícil não ficar inspirado com tanta beleza.
*Vale ressaltar que, não contentes em somente produzir o melhor da música brasileira, é claro que os cariocas fizeram questão de produzir também o pior da música brasileira (conhecido vulgarmente como “funk carioca”).





